Segunda-feira, 30 de Abril de 2007
História

"Chegou a casa depois de mais um dia estafante. Descalçou as sandálias e mandou-se para cima do sofá.

-         Ai!!! Estou cansada! – pronunciou em voz baixa.

Ligou a TV e olhou em volta. Algo estava diferente, no entanto não conseguia dizer o quê.

Observou com mais atenção. Os objectos, principalmente as molduras, pareciam ter sido mexidos, tirados do lugar e colocados de forma diferente.

Era isso. Alguém tinha estado lá em casa.

Levantou-se de um salto. Se alguém lá tinha estado, ainda poderia estar, escondido algures.

Percorreu a casa, minuciosamente; olhou em todos os recantos, até por baixo das camas, mas nada. Nem viv’alma.

Voltou a deitar-se no sofá e, de repente, reparou num papel caído no chão, ao lado da mesa de apoio.

Pegou-o e leu-o. As suas mãos começaram a tremer devido ao que acabara de ler.

 

“Conheço-te tão bem e contudo tão mal.

Tão bem porque te observo todos os dias. Tão mal porque nunca me consigo aproximar de ti.”

 

Levantou-se rapidamente e dirigiu-se à janela. Duas pessoas estavam paradas no passeio em frente. Uma mulher que aparentava uns 30 anos e um homem talvez com 40 e poucos. Mais umas dezenas de pessoas íam e vinham nas suas lides diárias, sem sequer parecerem reparar no que as rodeava.

Meu Deus, quem é que a estaria a observar?

Fechou as cortinas, assustada. Decidiu não dizer nada, por enquanto, à polícia. Queria ver se ela mesma conseguia descobrir alguma coisa.

Deitou-se novamente no sofá.

De repente, toca o telefone. Deu um salto, tal era o estado de nervos em que se encontrava.

Atendeu.

-         Olá princesa!

-         Desculpe?

-         Eu disse: Olá princesa!

-         Quem fala?

-         Sou eu! A pessoa que te deixou o bilhete aí em casa! Já o viste?

Ficou completamente bloqueada com o susto. Afinal havia mesmo um “ele”!

-         Tou!! – ouviu dizer do outro lado da linha.

-         Sim... – respondeu, com voz trémula.

-         Não estejas assustada, princesa!

-         Mas que vem a ser isto? Eu vou comunicar à polícia o que se está a passar.

-         Não é necessário! – disse ele, calmamente. -  Eu só quero que me ames como eu te amo, nada mais!

-         O quê???

-         É isso mesmo. Descobre-me e ama-me. Só isso!

Desligou o telefone. Ficou com a mão pousada em cima do auscultador, pensativa. Não conseguiu descobrir quem era a pessoa do outro lado da linha. Pensou se haveria alguém, no seu dia-a-dia, que alguma vez lhe tivesse dado a entender que estava apaixonado por ela.

Ninguém! Aliás, tinha uma vida simples. Há muito tempo que vivia para o trabalho e para a sua casa, um apartamento comprado com muito esforço e decorado à sua imagem, com muito carinho.

Resolveu ir trancar a porta, pôr a corrente e não pensar mais no assunto. No dia seguinte logo se via o que iria acontecer e entretanto andaria mais atenta.

Comeu qualquer coisa rápida e foi-se deitar.

Dormiu um sono bastante repousante, somente interrompido a meio da noite com o chorar do bebé do apartamento por cima do seu.

De manhã, quando acordou, já quase não valorizava os acontecimentos do final da tarde anterior.

Tomou um banho relaxante, vestiu-se a rigor, sensual e muito bela, e saiu para mais um dia de trabalho na biblioteca.

Aquele trabalho era mesmo feito para ela. Adorava livros e poder estar constantemente em contacto com eles tinha sido uma ideia que lhe tinha agradado desde início.

Tinham-lhe pedido para fazer um trabalho sobre a evolução da escrita através dos tempos e isso dava-lhe imenso prazer. Andava, agora, a pesquisar, quer em livros, quer na internet e o trabalho estava a ir muito bem. Contava acabá-lo perto do fim do mês, ou seja, daí a 15 dias.

Depois, iria ser alvo de uma exposição, lá mesmo na biblioteca, o que a deixava muito orgulhosa."

Isto é o começo duma história que estou a escrever. Se kiserem saber o resto, só vejo uma hipótese, esperem pra ver se o livro é editado e dps comprem-no. ehehehehe

Bjocas

Joana

sinto-me: escritora
publicado por Joana às 14:57
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