Quinta-feira, 17 de Maio de 2007
Esclerose Múltipla

Por vezes acontecem-nos coisas na vida, q nos obrigam a pensar bastante antes de tomarmos uma decisão. Coisas q anos antes até podemos ter dito q nunca iriam acontecer, mas como se costuma dizer “nunca digas dessa água ñ beberei”.

 

Há uns anos atrás (muitos) tive um vizinho q aos 20 e muitos anos começou a ter um problema de saúde q ninguém descobria o q era. Ele correu qtos médicos lhe indicaram, até q descobriram q tinha Esclerose Múltipla. Assisti relativamente de perto (visto ele ser irmão do padrinho do meu filho) à evolução da doença, c a respectiva incapacidade física daí resultante e ao seu divórcio, devido em parte à dita doença. Pensava várias vezes q ñ deve ser fácil conviver c pessoas c akela doença, devido à revolta q sentem por, do nada, terem ficado deficientes sem entenderem o pq.

 

Um dia, através da internet, comecei a falar c uma pessoa (homem) q me disse dd início q tinha problemas a caminhar (usava uma bengala). Nunca me  passou pela ideia q tb tivesse esclerose múltipla, pensei na altura q seria devido a paralisia infantil. Só soube do q se tratava qd nos conhecemos pessoalmente.

Começámos a sair juntos e apaixonámo-nos um plo outro. Qd me apercebi da situação, tive um dilema mto grande. Por um lado gostava (e gosto) mto dele, por outro tinha q pensar q um dia ele poderia estar numa cadeira de rodas ou até numa cama e decidir se eu keria passar por isso.

E decidi. Decidi da forma q na altura axei q era a correcta, e ñ me arrependi.

Já namoramos há 1 ano e meio. A minha vida mudou um pouco em função dakilo q ele consegue ou ñ fazer, mas tou mais feliz agora do q qd namorava c uma pessoa q ñ tinha deficiência nenhuma.

Ele tenta compensar-me das coisas q sabe q eu ñ faço por ele tb ñ poder fazer, tais como andar mto a pé, ou dançar, e eu tento adaptar as coisas a ele, ou seja, vamos à praia à noite, pq ele sente-se mal c o calor e assim tb dá pra levar o carro até à beira da areia e dps c a minha ajuda consegue ir até à beira-mar, por exemplo.

A decisão q eu tomei há 1 ano e meio atrás, e q lhe disse, foi: vamos gozar a vida os dois enqto podemos e dps, SE um dia ele ficar mal, eu apoio-o em nome dos bons momentos q proporcionámos 1 ao outro.

 

Dps de ter começado a namorar c ele, nem de propósito, descobri q tb eu tenho uma doença incurável, embora menos complicada: Lupus.

Deus, de facto, escreve direito por linhas tortas!

 

Joana

 

sinto-me: apaixonada
publicado por Joana às 14:15
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